Flora e fauna de reservatórios
A construção de represas produziu grandes alterações na biota de águas interiores do Brasil. As grandes alterações ocorrem principalmente com a fauna de peixes, uma vez que as espécies sul-americanas estão adaptadas a rios com correntes rápidas, migrando para a reprodução. A zona pelágica dos reservatórios é muito pouco utilizada pelos peixes. Além da alteração produzida pela construção de barragens, muitas represas foram repovoadas com espécies exóticas, tornando a rede alimentar a composição das comunidades e a exploração comercial extremamente complexas. Tentativas para o repovoamento das represas com espécies nativas estão em progresso. Áreas alagadas associadas a represas são a fonte da diversidade e aumento da biomassa de espécies de peixes, crustáceos, macrófitas, aves e mamíferos.
Impactos na biodiversidade
A biota das águas interiores está submetida a uma série de variados impactos decorrentes das atividades humanas nas diferentes bacias hidrográficas e estes são:
- Poluição, contaminação e introdução de substâncias tóxicas;
- Introdução de espécies exóticas predadoras;
- Remoção da vegetação ciliar em rios, represas e lagos;
- Construção de represas;
- Atividades excessivas de pesca;
- Aumento do material em suspensão na água devido a atividades agrícolas;
- Uso excessivo de equipamentos de recreação;
- Deterioração da margem de rios, represas e lagos;
- Remoção e destruição de áreas alagadas;
- Eutrofização excessiva;
- Alteração na flutuação do nível da água e interferência no sistema hidrológico;
- Remoção de espécies de grande importância na rede alimentar;
- Aumento de navegação e transporte;
- Desmatamento em geral e perda da vegetação inundável;
- Intensificação das atividades de mineração;
- Alterações nas condições químicas e físicas das águas (qualidade da água) - temperatura, oxigênio dissolvido, pH (por acidificação), nutrientes (por eutrofização).
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