segunda-feira, 1 de agosto de 2011

• A Administração das Águas

''Assim, quando uma instituição se propõe a cuidar do meio ambiente, suas atenções devem começar pelo estudo das águas, já que estas indicam detalhes que, nas visitas às propriedades, cidades e indústrias, podem der disfarçados aos pesquisadores.''
A integridade e o funcionamento dos ecossistemas aquáticos depende da interação destes com o sistema terrestre, incluindo-se aí a origem. A diversidade da fauna e flora das águas continentais está relacionada com os mecanismos de funcionamento de rios, lagos, áreas alagadas, represas, tais como o ciclo hidrológico, e a variedade de habitats e nichos. A dinâmica dos ecossistemas de águas continentais e da sua flora e fauna depende, portanto, de uma série de fatores interdependentes. A biota de águas interiores é muito mais diversa e rica do que a dos oceanos. As águas doces ocupam 0,0093% do volume total de água do planeta e, no entanto, 12% das espécies animais vivem nas águas interiores (contra 7% que vivem nos oceanos). Cerca de 40% do total de 20.000 espécies de peixes vivem nas águas doces.

Flora e fauna de reservatórios
A construção de represas produziu grandes alterações na biota de águas interiores do Brasil. As grandes alterações ocorrem principalmente com a fauna de peixes, uma vez que as espécies sul-americanas estão adaptadas a rios com correntes rápidas, migrando para a reprodução. A zona pelágica dos reservatórios é muito pouco utilizada pelos peixes. Além da alteração produzida pela construção de barragens, muitas represas foram repovoadas com espécies exóticas, tornando a rede alimentar a composição das comunidades e a exploração comercial extremamente complexas. Tentativas para o repovoamento das represas com espécies nativas estão em progresso. Áreas alagadas associadas a represas são a fonte da diversidade e aumento da biomassa de espécies de peixes, crustáceos, macrófitas, aves e mamíferos.

Impactos na biodiversidade
A biota das águas interiores está submetida a uma série de variados impactos decorrentes das atividades humanas nas diferentes bacias hidrográficas e estes são:
  • Poluição, contaminação e introdução de substâncias tóxicas;
  • Introdução de espécies exóticas predadoras;
  • Remoção da vegetação ciliar em rios, represas e lagos;
  • Construção de represas;
  • Atividades excessivas de pesca;
  • Aumento do material em suspensão na água devido a atividades agrícolas;
  • Uso excessivo de equipamentos de recreação;
  • Deterioração da margem de rios, represas e lagos;
  • Remoção e destruição de áreas alagadas;
  • Eutrofização excessiva;
  • Alteração na flutuação do nível da água e interferência no sistema hidrológico;
  • Remoção de espécies de grande importância na rede alimentar;
  • Aumento de navegação e transporte;
  • Desmatamento em geral e perda da vegetação inundável;
  • Intensificação das atividades de mineração;
  • Alterações nas condições químicas e físicas das águas (qualidade da água) - temperatura, oxigênio dissolvido, pH (por acidificação), nutrientes (por eutrofização).

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