Brasília – O Brasil criou um grupo para combater o aumento do desmatamento na Floresta Amazônica, disse a Ministra do Meio Ambiente, na quarta-feira.
A Ministra Izabella Teixeira disse que os funcionários públicos tiveram que agir, depois que dados de satélite mostrou um aumento significante do desmatamento, nos últimos dois meses. No ano anterior, o Brasil marcou o menor índice anual de desmatamento, desde que o índice entrou em vigor, duas décadas atrás.
“Nós criamos um comitê para determinar e combater as causas desse aumento”, disse Teixeira.
O comitê, que se reunirá semanalmente, coordenará cerca de 700 agentes e oficiais da polícia na região, afim de lutar contra o desmatamento, disse ela.
As imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostraram 590 km² de desmatamento em março e abril, aproximadamente seis vezes mais do que o mesmo período no ano passado.
O desmatamento da Amazônia no ano passado caiu para o seu ritmo mais lento em 22 anos, disseram as autoridades brasileiras. Entre agosto de 2009 e julho de 2010, 6.450 km² da floresta foram desmatados, 14% a menos do que no ano anterior e o índice mais baixo desde 1988.
Funcionários do Governo usaram os números como um sinal de que as leis ambientais que haviam sido aplicadas estavam funcionando.
Entretanto, alguns especialistas ambientais advertiram que as políticas econômicas estavam movimentando os índices, e que à medida que o mundo se recuperasse da crise, os índices aumentariam novamente de acordo com a procura por soja e gado. Agricultores e pecuaristas desmatariam mais terras para a produção de tais produtos.
Teixeira disse que o maior desafio se situa no Oeste do Estado de Mato Grosso, que conteve o desmatamento nos últimos dois anos, mas que apresentou um aumento significativo em março e abril.
O IBAMA disse que aumentou o número de operações voltadas ao controle do desmatamento e que apreendeu, somente esse ano, 40 tratores e 76 caminhões usados na extração ilegal de madeira no Mato Grosso.
Os agricultores brasileiros, entretanto, têm lutado para que o Congresso brasileiro suavize as leis ambientais da região amazônica. Eles apoiam um projeto de lei que os permitiria desmatar metade de suas propriedades em áreas ambientais de risco. As leis atuais permitem aos fazendeiros que desmatem “apenas” 20% de suas terras na região da Amazônia.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A marca da humanidade
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